Mais um conto zen-budista
Setembro 20, 2007
O MESTRE DA PACIÊNCIA
Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capazde derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido por suatotal falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre dapaciência.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegoua jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todosos tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velhopermaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto ehumilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre então perguntou:
__Se alguém chega até você com um presente, e vocênão o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo,respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e osinsultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregavaconsigo.
*A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas nãopodem lhe tirar a calma. Só se você permitir…
*Autor Desconhecido
Para Ser um Terapêuta de Sucesso
Setembro 14, 2007
PARA SER UM TERAPEUTA DE SUCESSO
Deus é o seu comandante: seja ele Cristo, Buda, Krishna, Jeovah, não interessa. A Força Superior é o seu Yang. O Yin é o ego.
O ego somente deve existir para te fazer sonhar e para te manter de pé, mas o realizador de tudo é o Yang, que é a Força Superior. Transcender o ego significa que você deve tê-lo apenas para servir de sustentação de seus sonhos e a base dos aspectos materiais, mas o controle e o domínio são por conta de Deus, ou seja, pela sua centelha divina.
Terapeuta = Servidor de Deus. Deve estar bem definido no seu coração que seu trabalho é pelo outro, em prol do alívio do sofrimento humano. Servir a Deus ou à sua centelha divina.Faça um “pacto” com Deus ou quem você acredita: “… se o Senhor me der condições aqui embaixo, farei tudo; trabalharei dia a dia; todos os dias; providenciando e fazendo coisas daqui para cima…”.
Mas, uma vez prometido, deverá ser cumprido até que a Força Superior defina que é o momento de parar.
O mérito da cura é todo do paciente e de Deus ou Força Superior. Ter consciência de que a cura depende muito mais da fé do paciente e o seu compromisso consigo mesmo em querer a cura que com o procedimento terapêutico. Claro que uma boa técnica faz a diferença, mas você é somente um instrumento divino da cura ou um agente da compreensão dos por quês divinos das patologias. Se você não sensibilizar e mostrar ao seu paciente que ele tem que mudar internamente e que a causa primeira das doenças vem de um fator interno desarmônico, de nada valerão todas as técnicas.
Ousar. Ser ousado sempre, pois “para os olhos de Deus, não existe profissão mais nobre: um ano sem lixeiro e um ano sem médico dá o mesmo estrago, que é o problema. Portando se você é lixeiro, seja o melhor lixeiro da cidade. Se você é médico, seja o melhor médico”. Daí se conclui: sempre ouse.
Amar seu paciente como se ele fosse um pedaço do seu corpo. Na verdade ele é uma extensão de seu corpo. Se E=mc2, você é energia assim como o ar que respiramos, a comida que comemos e o paciente que tratamos. O que te diferencia do seu paciente é a referência do ego.
Acreditar que Deus paga seu salário. Verbalize isso todos os dias. O foco do tratamento nunca deve ser dinheiro, e sim o alívio do sofrimento humano e o bem estar das pessoas. Isso torna seu trabalho sutil e a resposta financeira vem como uma conseqüência natural. Dinheiro serve somente para ser gasto e nos dar conforto, pois se ele te manda, você estará fadado ao infortúnio. Lembre-se que à frente de um bom trabalho não se tem o que questionar: sucesso na certa.
Dedique parte do que você ganha para reinvestimento em estudo, ou seja, nunca pare de aprender. Conhecimento não ocupa espaço e ninguém te rouba. Você é o único que pode se boicotar.
Se cuide com o que você sabe, pois só vivendo em essência a Medicina Tradicional Chinesa é que nos tornamos verdadeiros terapeutas. Viver a cultura, os costumes, a escrita e as tradições, para que não passe por hipócrita ou algo do tipo.
Pratique todas as técnicas e recursos que a Medicina Tradicional Chinesa dispõem, para o seu bem estar de corpo, mente e espírito: “um cego não guia o outro”.
Reserve um tempo para o descanso completo na natureza, para recarregar-se energeticamente.
Nunca sonegue conhecimento. Você deve pensar que todo terapeuta veio ao mundo para aliviar o sofrimento humano, portanto quanto mais você passa o conhecimento melhor você será. O conhecimento não nos pertence, afinal de contas, o sol não escolhe para quem brilha.
Os outros terapeutas devem ser vistos como multiplicadores e não concorrentes.Você não é melhor que ninguém. Se está na matéria é para aprender, portanto, você não pode se esbaldar na posição do suposto saber e achar que paciente também não vai te ensinar. Abra os olhos e ouvidos, pois muitas vezes a voz silenciosa da Consciência Superior vem através também de atos e palavras de pacientes. O grande mestre é aquele que sabe que cada dia é um dia para aprender. Desenvolva a mestria frente ao ego.
Nunca se aproveite da fragilidade de seus pacientes para convence-los a estarem em tratamento (exceto se por real necessidade) , nem por qualquer outro objetivo.
Não só escute: ouça.
Não só enxergue: veja.
Não só fale: verbalize.
Não só aja: trabalhe.
Fé inabalável.
Leia tudo que for possível sem preconceitos e dogmas.
Honestidade, humildade, paciência e paz interna.
Que a Força Superior abençoe sua carreira.
Alexander da S. Assunção
Como meditar? (Recebido por e-mail)
Agosto 14, 2007
Meu mestre, Jamyang Khyentse Rinpoche, teve um estudante chamado Apa Pant, um destacado diplomata e autor indiano que serviu como embaixador da Índia em várias capitais ao redor do mundo. Ele foi até representante do governo da Índia no Tibet, em Lhasa, e noutro momento do Sikkim. Era praticante de meditação e yoga, e cada vez que via meu mestre perguntava-lhe “como meditar”. Seguia uma tradição oriental em que o estudante continua interrogando com uma pergunta simples e básica, repetidamente.Apa Pant me contou essa história. Um dia nosso mestre Jamyang Khyentse estava observando uma “Dança do Lama” em frente do palácio-templo em Gantok, capital do Sikkim, e ria-se das cabriolas do atsara, o palhaço que apresentava divertimentos leves entre as danças. Apa Pant continuava assediando nosso mestre e, desta vez, quando este respondeu, deixou claro que seria a resposta final e definitiva:”Veja, é isso aqui: quando o pensamento passado acaba e o futuro ainda não começou, não há um intervalo?”"Sim”, disse Apa Pant.”Pois é, prolongue-o: isso é meditação”.
Meditação
Julho 25, 2007
* Quando Meditar?
*”Um discípulo foi a um mestre zen e disse:
Mestre, estou inquieto.
Diga-me o que é a meditação.
O mestre zen respondeu:
Você vive num mundo hipnotizado pela ilusão do tempo; um mundo no qual o momento presente é inteiramente negligenciado, ou apenas visto como um tênue fio que divide um Passado todo-poderoso e cansativo de um Futuro extraordinariamente importante e sedutor. Por um lado, sua consciência está completamente ocupada com memórias passadas e, por outro, com expectativas futuras. Será que você não compreende que nunca houve, que não há nem haverá nenhuma.
Experiência que não seja a Experiência do Presente? Quando se esquece disso, você perde o contato com a Realidade e cria um mundo de ilusões.
Você medita quando presta atenção ao que acontece aqui e agora, sem apegos.
Você medita quando sua mente se apercebe, sem julgamentos, daquilo que é.
Você medita quando, sem deixar de estar consciente do seu corpo e da sua mente e do vozerio do mundo que o cerca, você vai ficando cada vez mais sintonizado com a Voz do Silêncio, com a Sabedoria da sua Essência Interior.
Você medita quando, na quietude da Natureza ou na paz de algum velho Templo, você se volta para dentro de si esmo por alguns instantes para participar do Silêncio de Deus.
Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no Templo do Espírito.
Você medita quando nem vive inteiramente neste mundo nem fora dele; e quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência divinas para que, com sua atitude, cada ser, cada coisa possa despertar para a sua qualidade essencial.
Você medita quando na agonia da indecisão diz: ‘Não se faça a minha vontade, Deus, mas a Tua.’
Porém, você medita mais ainda quando escuta – com o ouvido do seu corpo, com o ouvido da sua mente e com o ouvido da sua Alma – a Voz Silenciosa que falado cosmos eterno e lhe pede que seja Um com a Vida.”
Autor desconhecido
Meditação do Cigarro – Osho
Junho 25, 2007
“Meditação do Cigarro”por Osho
Bagwan contou: Um homem veio a mim. Ele sofria do vício de fumar há trinta anos; ele estava doente e os médicos disseram: “Você nunca ficará bom se não parar de fumar.” Ele era um fumante crônico e não conseguia parar. Mas ele tentou, arduamente e sofreu muito tentando. Conseguia por um ou dois dias, mas então, a necessidade de fumar vinha tão forte que simplesmente o vencia. Novamente ele caía no mesmo esquema. Por causa disso, ele perdeu toda a autoconfiança; sabia que não podia fazer nem essa pequena coisa: parar de fumar. Ele se desvalorizou diante de si mesmo; considerava- se a pessoa mais sem valor do mundo. Não tinha mais respeito por si mesmo. E assim, ele veio a mim. Ele disse: “O que posso fazer? Como posso parar de fumar?”
Eu lhe disse: “Você tem que entender. Agora, fumar não é apenas uma questão de decisão. É algo que já entrou no seu mundo de hábitos; já se enraizou. Trinta anos é um longo tempo. Esse hábito tem raízes no seu corpo, na sua química, espalhou-se em você. Não é mais apenas uma questão de decidir com a cabeça; sua cabeça não pode fazer nada. Ela é impotente; pode começar coisas, mas não pode pará-las facilmente. Uma vez que você começou e praticou por tanto tempo, você é um grande yogui – trinta anos de prática em fumar! Já se tornou automático; você tem que desautomatizar isso.”
Ele perguntou: “O que você quer dizer por desautomatizar? “É nisto que consiste toda a meditação: na desautomatização. Eu lhe disse: “Faça uma coisa: esqueça tudo sobre parar de fumar. Não há necessidade. Por trinta anos você fumou e viveu; é claro que foi um sofrimento, mas você se acostumou a ele também. E o que importa se você morrer algumas horas antes do que morreria sem fumar? O que você vai fazer aqui? O que você fez? Então, qual a importância em morrer na segunda, na terça ou no domingo. neste ou naquele ano – que importa?”Ele disse: “Sim, isso é verdade; não importa”.
Então eu disse: “Esqueça tudo sobre parar de fumar; não vamos parar absolutamente. Ou melhor, vamos compreender isso. Assim, da próxima vez, faça do fumar uma meditação”.Ele disse: “Do fumar uma meditação?”
Eu disse: “Sim. Se as pessoas Zen podem fazer do beber chá uma meditação, uma cerimônia, por que não com o cigarro? Fumar também pode ser uma bela meditação”.Ele ficou impressionado e disse: “O que você está dizendo? Meditação? Conte-me – nem posso esperar!”Então dei a meditação para ele: “Faça uma coisa. Quando pegar o maço de cigarros do seu bolso, peque-o bem lentamente. Curta, não há pressa. Fique consciente, alerta, atento; peque lentamente com atenção total. Então, tire um cigarro do maço com toda a atenção, lentamente, não da velha maneira apressada, inconsciente, mecânica. Depois, comece a bater o cigarro no maço, atentamente. Escute o som, como fazem as pessoas Zen quando o samovar começa a cantar e o cá começa a ferver… e o aroma… Então cheire o cigarro e sinta sua beleza…”
O homem disse: “O que você está dizendo? A beleza?”"Sim, ele é belo. O tabaco é tão divino quanto qualquer outra coisa. Cheire-o; é o cheiro de Deus”.
O homem ficou um pouco surpreso: “O que! Você está brincando?”"Não, não estou brincando.Mesmo quando brinco, não brinco. Sou muito sério.”Então, ponha o cigarro na boca, com toda a atenção, e acenda-o. Curta cada ato, cada pequeno ato e divida-o em muitos pequenos atos para que você possa tornar-se o mais alerta possível.Dê a primeira tragada: Deus em forma de fumaça. Os hindus dizem, “Annam Brahm” – “Comida de Deus”. Por que não a fumaça? Tudo é Deus. Encha profundamente seus pulmões – isto é pranayam. Estou lhe dando uma nova yoga para um novo tempo! Depois, solte a fumaça, relaxe; dê outra tragada – e faça tudo bem devagar…Se você puder fazer isso. ficará surpreso; logo verá toda a estupidez disso. Não porque os outros estão lhe dizendo que é estúpido, que é ruim, Você o verá; e não apenas intelectualmente, mas a partir de seu ser total; será uma visão da sua totalidade. E então, um dia, se o vício desaparecer, desapareceu; se continuar, continuou. Você não tem que se preocupar com isso.”
Depois de três meses, o homem voltou e disse: “Ele desapareceu! “” Agora, eu disse, tente isso com outras coisas também”.
Este é o segredo, o segredo: desautomatizar. Andando, ande devagar, atentamente. Olhando, olhe cuidadosamente e você verá que as árvores estão mais verdes do que nunca e as rosas estão mais rosas do que nunca. Escute! Alguém está falando, sussurrando: ouça atentamente. Quando você falar, fale atentamente. Deixe que toda a sua atividade de desperta torne-se desautomatizada.