Aproveite o poder das palavras
Outubro 11, 2007
Aproveite o poder mental das palavrasPor Daniel Galilea. adm/EFE – ReportagensPara cada “má” idéia que se forma na mente, existem “boas” fórmulas verbais que a desativam. Isto acontece porque as palavras são muito mais que meros grupos de letras que têm um significado e fazem parte de um discurso: podem ser autênticas vacinas e antídotos para o negativismo psicológico e o conseqüente mal-estar emocional.Faça o teste: ao repetir a palavra “paz” você ficará mais relaxado e, se disser “guerra” várias vezes, estará nervoso. A razão é o fato de as palavras terem um efeito poderoso sobre as emoções – tanto que podem modificá-las.Uma das melhores ferramentas para neutralizar os pensamentos que causam mal-estar é elaborar e utilizar uma série de fórmulas neurolinguísticas ou “frases antídoto”, carregadas de emoções positivas e que ajudam a criar um ambiente bom.Os pensamentos negativos, que tendem a gerar ódio, medo, desconfiança, ira e outros sentimentos ruins, podem ser eliminados porque se baseiam em programações mentais tóxicas registradas no cérebro em nossos primeiros anos de vida.”Copiamos modelos, crenças, formas de olhar, pensar, opinar e sentir de pessoas que admiramos e imitamos na infância, como pais, educadores e amigos”, afirmou o psicoterapeuta José María Doria, diretor da Escola Transpersonal, na Espanha.Os programas tóxicos são ativados de forma automática e reativa. Trata-se de uma associação no cérebro, diante de um estímulo determinado e do qual nem sempre temos consciência – é como ver uma pessoa que nos lembra alguém com quem não nos damos bem, ou um cachorro parecido com outro que nos mordeu.”A ativação de um pensamento prejudicial traz uma interpretação negativa e depressiva do que está ao nosso redor. Isso não nos deixa relaxar e faz com que não gostemos de nós mesmos”, apontou o especialista.Ao mudar a idéia, há uma mudança de açãoPara conseguir se libertar dos pensamentos ruins que inundam a mente, é preciso buscar as palavras ou conceitos que representem o oposto do pensamento negativo. Elas neutralizarão este efeito e ajudarão a desenvolver um novo programa mental no inconsciente.O processo de reprogramação consta de seis fases básicas:1. Construa suas frases positivamente, com base em afirmações e sem mencionar a idéia que quer neutralizar, e também em tempo presente: o correto é “tenho confiança na vida”, em vez de “não terei medo de nada”.2. Repita várias vezes a fórmula, inclusive diante de outras pessoas. Embora você não acredite de início ou ouça de outros que fazer isso é uma loucura, bobagem ou pretensão desmesurada, verá como a nova idéia irá se instalando em sua mente.3. Pronuncie mentalmente ou em voz alta as frases selecionadas quando estiver sob ataque de determinados pensamentos, concentrando-se no positivo e evitando que o negativo aja contra você.4. Durante 40 dias, escreva suas frases positivas a cada manhã: leve em conta que a linguagem cria a realidade e é uma enorme ferramenta para programar seu inconsciente – que se modifica graças às repetições.5. Ao longo de cada dia, observe as ações que estejam de acordo com seus novos pensamentos e detecte os sintomas, às vezes sutis, da mudança de conduta, impulsionados por sua nova forma de usar a cabeça. Quem cultiva um sentimento colhe uma ação no mesmo sentido.6. À noite, pergunte para você mesmo: “Em que progredi hoje?” Tome consciência das três ou quatro ações destinadas a expressar os novos pensamentos que você está semeando e aproveite-os: isto forma sua nova “programação mental”.A frase “O que pensarão de mim” não resiste a outras como “Evito fazer suposições que são apenas projeção dos meus complexos e histórias pessoais. Deixem-nos pensarem o que quiserem. Faço coisas que são bem recebidas pelos outros. Sou único no Universo, diferente de todos os demais e, portanto, tenho de ser eu mesmo”.Outro exemplo: o pensamento “E se me sai mal?” pode ser desativado com a seguinte repetição: “Cada obstáculo é uma forma de ajustar o rumo, a fim de que a travessia seja um êxito. A cada momento vou enfrentando os problemas que surgem. Sigo adiante sem me paralisar ou desistir ante a possibilidade de algo ir mal. Quando chegar o momento da dificuldade, minha mente estará mais preparada e estarei em outra situação. O que hoje me parece impossível daqui a algum tempo não será mais”.http://br.noticias.yahoo.com/s/071005/48/gjfhyw.html
Mais um conto zen-budista
Setembro 20, 2007
O MESTRE DA PACIÊNCIA
Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capazde derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido por suatotal falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre dapaciência.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegoua jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todosos tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velhopermaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto ehumilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre então perguntou:
__Se alguém chega até você com um presente, e vocênão o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo,respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e osinsultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregavaconsigo.
*A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas nãopodem lhe tirar a calma. Só se você permitir…
*Autor Desconhecido
Como meditar? (Recebido por e-mail)
Agosto 14, 2007
Meu mestre, Jamyang Khyentse Rinpoche, teve um estudante chamado Apa Pant, um destacado diplomata e autor indiano que serviu como embaixador da Índia em várias capitais ao redor do mundo. Ele foi até representante do governo da Índia no Tibet, em Lhasa, e noutro momento do Sikkim. Era praticante de meditação e yoga, e cada vez que via meu mestre perguntava-lhe “como meditar”. Seguia uma tradição oriental em que o estudante continua interrogando com uma pergunta simples e básica, repetidamente.Apa Pant me contou essa história. Um dia nosso mestre Jamyang Khyentse estava observando uma “Dança do Lama” em frente do palácio-templo em Gantok, capital do Sikkim, e ria-se das cabriolas do atsara, o palhaço que apresentava divertimentos leves entre as danças. Apa Pant continuava assediando nosso mestre e, desta vez, quando este respondeu, deixou claro que seria a resposta final e definitiva:”Veja, é isso aqui: quando o pensamento passado acaba e o futuro ainda não começou, não há um intervalo?”"Sim”, disse Apa Pant.”Pois é, prolongue-o: isso é meditação”.
Meditação
Julho 25, 2007
* Quando Meditar?
*”Um discípulo foi a um mestre zen e disse:
Mestre, estou inquieto.
Diga-me o que é a meditação.
O mestre zen respondeu:
Você vive num mundo hipnotizado pela ilusão do tempo; um mundo no qual o momento presente é inteiramente negligenciado, ou apenas visto como um tênue fio que divide um Passado todo-poderoso e cansativo de um Futuro extraordinariamente importante e sedutor. Por um lado, sua consciência está completamente ocupada com memórias passadas e, por outro, com expectativas futuras. Será que você não compreende que nunca houve, que não há nem haverá nenhuma.
Experiência que não seja a Experiência do Presente? Quando se esquece disso, você perde o contato com a Realidade e cria um mundo de ilusões.
Você medita quando presta atenção ao que acontece aqui e agora, sem apegos.
Você medita quando sua mente se apercebe, sem julgamentos, daquilo que é.
Você medita quando, sem deixar de estar consciente do seu corpo e da sua mente e do vozerio do mundo que o cerca, você vai ficando cada vez mais sintonizado com a Voz do Silêncio, com a Sabedoria da sua Essência Interior.
Você medita quando, na quietude da Natureza ou na paz de algum velho Templo, você se volta para dentro de si esmo por alguns instantes para participar do Silêncio de Deus.
Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no Templo do Espírito.
Você medita quando nem vive inteiramente neste mundo nem fora dele; e quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência divinas para que, com sua atitude, cada ser, cada coisa possa despertar para a sua qualidade essencial.
Você medita quando na agonia da indecisão diz: ‘Não se faça a minha vontade, Deus, mas a Tua.’
Porém, você medita mais ainda quando escuta – com o ouvido do seu corpo, com o ouvido da sua mente e com o ouvido da sua Alma – a Voz Silenciosa que falado cosmos eterno e lhe pede que seja Um com a Vida.”
Autor desconhecido