Mais um conto zen-budista

Setembro 20, 2007

O MESTRE DA PACIÊNCIA
Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capazde derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido por suatotal falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre dapaciência.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegoua jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todosos tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velhopermaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto ehumilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre então perguntou:
__Se alguém chega até você com um presente, e vocênão o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo,respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e osinsultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregavaconsigo.
*A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas nãopodem lhe tirar a calma. Só se você permitir…
*Autor Desconhecido

Meu mestre, Jamyang Khyentse Rinpoche, teve um estudante chamado Apa Pant, um destacado diplomata e autor indiano que serviu como embaixador da Índia em várias capitais ao redor do mundo. Ele foi até representante do governo da Índia no Tibet, em Lhasa, e noutro momento do Sikkim. Era praticante de meditação e yoga, e cada vez que via meu mestre perguntava-lhe “como meditar”. Seguia uma tradição oriental em que o estudante continua interrogando com uma pergunta simples e básica, repetidamente.Apa Pant me contou essa história. Um dia nosso mestre Jamyang Khyentse estava observando uma “Dança do Lama” em frente do palácio-templo em Gantok, capital do Sikkim, e ria-se das cabriolas do atsara, o palhaço que apresentava divertimentos leves entre as danças. Apa Pant continuava assediando nosso mestre e, desta vez, quando este respondeu, deixou claro que seria a resposta final e definitiva:”Veja, é isso aqui: quando o pensamento passado acaba e o futuro ainda não começou, não há um intervalo?”"Sim”, disse Apa Pant.”Pois é, prolongue-o: isso é meditação”.

Meditação

Julho 25, 2007

* Quando Meditar?
*”Um discípulo foi a um mestre zen e disse:
Mestre, estou inquieto.
Diga-me o que é a meditação.
O mestre zen respondeu:
Você vive num mundo hipnotizado pela ilusão do tempo; um mundo no qual o momento presente é inteiramente negligenciado, ou apenas visto como um tênue fio que divide um Passado todo-poderoso e cansativo de um Futuro extraordinariamente importante e sedutor. Por um lado, sua consciência está completamente ocupada com memórias passadas e, por outro, com expectativas futuras. Será que você não compreende que nunca houve, que não há nem haverá nenhuma.
Experiência que não seja a Experiência do Presente? Quando se esquece disso, você perde o contato com a Realidade e cria um mundo de ilusões.
Você medita quando presta atenção ao que acontece aqui e agora, sem apegos.
Você medita quando sua mente se apercebe, sem julgamentos, daquilo que é.
Você medita quando, sem deixar de estar consciente do seu corpo e da sua mente e do vozerio do mundo que o cerca, você vai ficando cada vez mais sintonizado com a Voz do Silêncio, com a Sabedoria da sua Essência Interior.
Você medita quando, na quietude da Natureza ou na paz de algum velho Templo, você se volta para dentro de si esmo por alguns instantes para participar do Silêncio de Deus.
Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no Templo do Espírito.
Você medita quando nem vive inteiramente neste mundo nem fora dele; e quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência divinas para que, com sua atitude, cada ser, cada coisa possa despertar para a sua qualidade essencial.
Você medita quando na agonia da indecisão diz: ‘Não se faça a minha vontade, Deus, mas a Tua.’
Porém, você medita mais ainda quando escuta – com o ouvido do seu corpo, com o ouvido da sua mente e com o ouvido da sua Alma – a Voz Silenciosa que falado cosmos eterno e lhe pede que seja Um com a Vida.”
Autor desconhecido