PARA SER UM TERAPEUTA DE SUCESSO
Deus é o seu comandante: seja ele Cristo, Buda, Krishna, Jeovah, não interessa. A Força Superior é o seu Yang. O Yin é o ego.
O ego somente deve existir para te fazer sonhar e para te manter de pé, mas o realizador de tudo é o Yang, que é a Força Superior. Transcender o ego significa que você deve tê-lo apenas para servir de sustentação de seus sonhos e a base dos aspectos materiais, mas o controle e o domínio são por conta de Deus, ou seja, pela sua centelha divina.
Terapeuta = Servidor de Deus. Deve estar bem definido no seu coração que seu trabalho é pelo outro, em prol do alívio do sofrimento humano. Servir a Deus ou à sua centelha divina.Faça um “pacto” com Deus ou quem você acredita: “… se o Senhor me der condições aqui embaixo, farei tudo; trabalharei dia a dia; todos os dias; providenciando e fazendo coisas daqui para cima…”.
Mas, uma vez prometido, deverá ser cumprido até que a Força Superior defina que é o momento de parar.
O mérito da cura é todo do paciente e de Deus ou Força Superior. Ter consciência de que a cura depende muito mais da fé do paciente e o seu compromisso consigo mesmo em querer a cura que com o procedimento terapêutico. Claro que uma boa técnica faz a diferença, mas você é somente um instrumento divino da cura ou um agente da compreensão dos por quês divinos das patologias. Se você não sensibilizar e mostrar ao seu paciente que ele tem que mudar internamente e que a causa primeira das doenças vem de um fator interno desarmônico, de nada valerão todas as técnicas.
Ousar. Ser ousado sempre, pois “para os olhos de Deus, não existe profissão mais nobre: um ano sem lixeiro e um ano sem médico dá o mesmo estrago, que é o problema. Portando se você é lixeiro, seja o melhor lixeiro da cidade. Se você é médico, seja o melhor médico”. Daí se conclui: sempre ouse.
Amar seu paciente como se ele fosse um pedaço do seu corpo. Na verdade ele é uma extensão de seu corpo. Se E=mc2, você é energia assim como o ar que respiramos, a comida que comemos e o paciente que tratamos. O que te diferencia do seu paciente é a referência do ego.
Acreditar que Deus paga seu salário. Verbalize isso todos os dias. O foco do tratamento nunca deve ser dinheiro, e sim o alívio do sofrimento humano e o bem estar das pessoas. Isso torna seu trabalho sutil e a resposta financeira vem como uma conseqüência natural. Dinheiro serve somente para ser gasto e nos dar conforto, pois se ele te manda, você estará fadado ao infortúnio. Lembre-se que à frente de um bom trabalho não se tem o que questionar: sucesso na certa.
Dedique parte do que você ganha para reinvestimento em estudo, ou seja, nunca pare de aprender. Conhecimento não ocupa espaço e ninguém te rouba. Você é o único que pode se boicotar.
Se cuide com o que você sabe, pois só vivendo em essência a Medicina Tradicional Chinesa é que nos tornamos verdadeiros terapeutas. Viver a cultura, os costumes, a escrita e as tradições, para que não passe por hipócrita ou algo do tipo.
Pratique todas as técnicas e recursos que a Medicina Tradicional Chinesa dispõem, para o seu bem estar de corpo, mente e espírito: “um cego não guia o outro”.
Reserve um tempo para o descanso completo na natureza, para recarregar-se energeticamente.
Nunca sonegue conhecimento. Você deve pensar que todo terapeuta veio ao mundo para aliviar o sofrimento humano, portanto quanto mais você passa o conhecimento melhor você será. O conhecimento não nos pertence, afinal de contas, o sol não escolhe para quem brilha.
Os outros terapeutas devem ser vistos como multiplicadores e não concorrentes.Você não é melhor que ninguém. Se está na matéria é para aprender, portanto, você não pode se esbaldar na posição do suposto saber e achar que paciente também não vai te ensinar. Abra os olhos e ouvidos, pois muitas vezes a voz silenciosa da Consciência Superior vem através também de atos e palavras de pacientes. O grande mestre é aquele que sabe que cada dia é um dia para aprender. Desenvolva a mestria frente ao ego.
Nunca se aproveite da fragilidade de seus pacientes para convence-los a estarem em tratamento (exceto se por real necessidade) , nem por qualquer outro objetivo.
Não só escute: ouça.
Não só enxergue: veja.
Não só fale: verbalize.
Não só aja: trabalhe.
Fé inabalável.
Leia tudo que for possível sem preconceitos e dogmas.
Honestidade, humildade, paciência e paz interna.
Que a Força Superior abençoe sua carreira.
Alexander da S. Assunção

Emoções que causam doenças
Na tradição oriental, existem três fatores causadores de doença que são levados em conta: os fatores externos, os internos e os mistos. Os fatores externos se referem às seis influências climáticas perniciosas (energias denominadas: Vento, Frio, Calor, Umidade, Secura e Fogo). Os fatores mistos se referem ao estilo de vida (nutrição, ocupação, atividade física, relacionamentos, traumas, parasitas, etc.). E os fatores internos são os que mais nos interessam neste artigo: são as Cinco Emoções.
As Cinco Emoções
As Cinco Emoções identificadas pelos orientais como importantes fatores internos que desencadeiam as patologias são: Alegria, Raiva, Preocupação, Tristeza e Medo.
Elas afetam as funções harmoniosas dos Órgãos e Vísceras, a formação de Substâncias Puras e o transporte delas através dos Canais de Energia para todas as partes do corpo, podendo assim desestabilizar o equilíbrio Yin-Yang do homem.
Por representarem as modificações do Espírito em reação à percepção de mensagens transmitidas pelo ambiente, as Emoções não são patogênicas em si ou quando o quadro energético não dá condições ao desequilíbrio. Porém, em seguida a stress brutais, extremos, violentos ou muito prolongados essas Emoções, segundo a sua natureza, atuam de maneira oposta sobre a circulação da energia, obstruindo, produzindo excessos ou deficiências.
Influência no fluxo energético
O primeiro efeito do estresse emocional é afetar a circulação e a direção apropriada do Qi (Energia), sendo que cada emoção vai ter um efeito particular. Resumidamente:
- Raiva (ressentimento, irritação, fúria, indignação, amargura): a agressividade é uma emoção necessária para a sobrevivência e a adaptação do homem, impulsionando a construção e o crescimento. Já a Raiva (ira) é uma manifestação extrema da agressividade que em vez de ajudar leva à desarmonia interna. A Raiva faz o Qi subir ou ficar contra-corrente, e vários sintomas e sinais aparecerão no corpo e nos órgãos.
- Alegria (excitação excessiva, ansiedade, mania, excesso de estimulação mental): o significado de Alegria como uma causa de doença não se trata obviamente de um estado de contentamento saudável, antes, é um estado de excitação excessiva e ansiosa que pode gerar palpitações, insônia, inquietação, etc. A Alegria consome excessivamente e dispersa o Qi.
- Pensamento obsessivo (preocupação): os pensamentos fixos levam à obsessão, às regras rígidas e à perda de flexibilidade. A preocupação prende e estagna a circulação de Qi. Os sintomas e sinais vão variar dependendo do órgão afetado. A mesma energia que nos dá capacidade de meditação e contemplação irá, se for excessiva e mal orientada, gerar pensamentos focados, “remoídos” e incessantes.
- Tristeza (pesar, dor, mágoa, melancolia): é uma emoção que permite entrar em contato consigo mesmo e elaborar a impermanência e mutação que é inerente à vida, não devendo ser considerada anormal. Já a tristeza profunda, prolongada ou desligada da realidade é problemática e pode levar a um estado depressivo. Ela esgota e torna o Qi deficiente, resultando na diminuição da respiração e da energia como um todo.
- Medo (ansiedade, susto, terror, pânico): é considerado a emoção básica, e é necessário porque ajuda o homem a identificar perigos e a adaptar-se corretamente às situações. Ele modera a impulsividade, aumentando o tempo entre a intenção e a ação. Contudo, em situações de excesso o medo paralisa e faz o Qi descer. Torna a pessoa insegura, dependente e incapaz de realizar objetivos em longo prazo.
Equilibrando a mente
A harmonia das funções dos Órgãos e Vísceras e entre as Cinco Emoções a eles ligadas proporciona no homem a capacidade de responder ao meio ambiente de uma maneira equilibrada.
Não devemos confundir nossa vida mental e espiritual com nossa vida emocional. É perfeitamente possível ser ativo e animado sem estar sobrecarregado de emoções excessivas que perturbam a mente e que podem, em certo tempo, resultar em doenças que irão se materializar também a nível físico.

Texto muito interessante que encontre no blog da Analyce Claudino: http://www.fenixdejade.blogspot.com/ .

Tratando doentes e não doenças
O entendimento dos conceitos de saúde e doença na Medicina Tradicional Chinesa é, no mínimo, interessante. A doença para nós sempre foi vista como algo que nos acometeu de repente, geralmente alguma coisa que veio “de fora”, totalmente independente da nossa vida cotidiana e da nossa vontade. Falando francamente, a doença ou qualquer sintoma nos vem como um obstáculo à nossa vida normal, ou seja, um estorvo, que deve ser eliminado o mais rápido possível para que então possamos voltar a fazer as mesmas coisas de antes.
”Quanto engano!”, nos diriam os sábios chineses antigos. Para eles, qualquer tipo de sintoma nos vem como um alerta, um aviso, um verdadeiro “amigo” que nos sopra ao ouvido que há alguma coisa errada em nosso ser total. Então, ao invés de simplesmente eliminá-lo, é preciso ouvir o que ele tem a nos dizer.
Sintomas: reflexos na superfície
Por que, diante de condições iguais, por exemplo uma exposição a um tempo frio, algumas pessoas começam a ficar com sintomas desagradáveis e outras não? E por que os sintomas mudam de uma pessoa para outra, se elas estiveram sujeitas às mesmas condições ambientais? A resposta para esta questão está na resistência que a pessoa é capaz de impor à situação. A energia, o equilíbrio das funções internas é diferente de uma pessoa para outra, e uma vez que este equilíbrio seja rompido ou abalado, aí sim começam a aparecer os sintomas: uma tosse, uma dor na cabeça, calafrios, etc. Estes sintomas são diferentes de indivíduo para indivíduo… cada um tem suas armas para lutar, cada um tem seus próprios pontos fracos.
Os sintomas são um reflexo do organismo, da defesa energética, na tentativa de recuperar o balanço. Sinalizam sempre um desequilíbrio energético de base, mais profundo. Sintomas intensos nem sempre são ruins, eles podem representar a resposta de uma defesa interna forte, de uma luta na tentativa de expulsar os agentes patogênicos do corpo, que em medicina chinesa chamamos de “frio”, “calor”, “umidade”, “vento”, “segura” (diferentes qualidades de energia). Sintomas débeis podem indicar tanto um desequilíbrio não muito importante, como por outro lado podem estar indicando que o corpo está perdendo a capacidade de recuperar o equilíbrio perdido.
Comunhão com o todo
O ser humano está inserido no meio ambiente e responde às leis do Céu e da Terra. Portanto, necessita de constante adaptação. Não há como viver imune, isolado das energias externas que incidem sobre nós. Mas há como aprender a sustentar o equilíbrio interno para que a capacidade de resistência às constantes mudanças do meio fique eficiente.
Este raciocínio serve não só para os sintomas físicos, mas também os psicológicos. Não é possível viver à parte das inúmeras situações que nos geram angústia, desconforto, tristeza, raiva… Mas é possível mudar nossa atitude e com isso preservar o espírito e manter a harmonia interna.
A saúde, entendida deste modo, não é somente não ficar doente. É também ter a capacidade de ficar doente e se recuperar, ou seja, recuperar o equilíbrio energético, de modo que os sintomas desapareçam.
Tratando pessoas
Deste modo, na Medicina Tradicional Chinesa, não se tratam “doenças”. Acima de tudo se tratam “doentes”: organismos que por algum motivo estão “fora do eixo”, e precisam buscar um novo ponto de equilíbrio. Para isso é necessário não apenas eliminar os sintomas, mas entendê-los, escutá-los com atenção e tomar a responsabilidade de efetuar mudanças na vida cotidiana.
Pequenos ajustes podem fazer grandes diferenças, e estas medidas são sempre individuais. Não existem fórmulas mágicas e receitas gerais: “A mesma resposta não é necessariamente verdadeira em todas as situações. A verdade da vida é sempre mutante” (Tsai Chih Chung).
Oscilar é natural num mundo em constante mutação. O ser que não oscila, não é saudável. É importante que cada pessoa encontre o seu próprio ritmo.

Essa é uma cópia de um artigo escrito por um médico acupunturisata que eu achei muito interessante para todos nós que estudamos e praticamos a acupuntura. Tomei a liberdade de reproduzí-lo neste blog, citando a autoria e o link de onde eu o retirei, respeitando, desta forma os direitos autorais do referido médico.
Qi e Energia: Tradução, Tradição, Traição
Dr. Marcus Vinicius Ferreira médico acupunturista
Trabalho apresentado no III Congresso da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura Santa Catarina, outubro de 1996
Introdução e Objetivo
A tradução dos termos pertencentes à Medicina Tradicional Chinesa (MTC) tem sido um dos fatores que dificultam a sua perfeita compreensão no Ocidente. Poucos acupunturistas tem a possibilidade de entender os ideogramas em seu sentido original, tendo que recorrer a traduções que não espelham fielmente o sentido encontrado em sua origem. Algumas destas traduções se tornaram clássicas, fazendo com que vícios de tradução fossem mantidos como verdade aceita, e transmitidos geração após geração de acupunturistas. Com o surgimento de sinólogos interessados em MTC, tornou-se possível o questionamento de alguns termos usados correntemente. Neste trabalho, iremos analisar como a tradução de “Qi” em “Energia” pode frustrar a real compreensão do sentido do ideograma.

Material e Métodos
Serão analisadas, em princípio, as origens e a formação etimológica do ideograma, seguindo-se a verificação do sentido deste ideograma em vários dicionários e compilações de ideogramas. Após o estabelecimento dos significados possíveis, inclusive comparando as opiniões dos sinólogos, passaremos a analisar as traduções constantes dos livros mais importantes sobre acupuntura, desde Soulié de Morant até a atualidade.

Resultado e Discussão
A Visão dos Dicionários

Somente uma das fontes consultadas [2] se refere ao termo “energia” como tradução para Qi, entre 31 (trinta e um) significados associados ao ideograma. Os significados mais comumente encontrados foram: air, atmosphere, breath, ether, essence, spirit, vapor, heart, feelings, disposition, temper, care, flavor [1,2,4]. Analisando a formação do ideograma, vemos que ele se compõe do radical Ch’i, cujo significado seria vapores que sobem do chão e formam nuvens acima [1] acrescentando-se ao radical o ideograma 3461 [2] significando “arroz”. A leitura final seria “o movimento de uma substância invisível” [3]. A versão para o japonês do termo “energy” nos leva a “seiryoku”( associação dos ideogramas 3480 e 715), e não até “ki” (ideograma 2480) [2,4].

A Visão dos Sinólogos
J.Needham aponta a impossibilidade da perfeita tradução de Qi, preferindo citá-lo sem o traduzir. [12, 14]. M.Granet utiliza várias traduções, de acordo com o contexto onde é o termo é empregado [16-23]. O único sinólogo que insiste na tradução de Qi como “energia” é M.Porkert [40,41], no que é contestado diretamente por outros [14,26]. Alguns sinólogos mantém posições contraditórias, traduzindo Qi de formas diferentes em suas obras [5,6,7 e 12,13 e 14, 34-38]. Outros preferem definir Qi como um conceito, sem o traduzir [25,29,33]. Outros não chegam a uma conclusão quanto à definição (matéria? energia?) e à tradução [25,37 e 38]. Uma explicação do termo aplicada à MTC se encontra em P.Unschuld [28]. O significado mais comumente encontrado é breath (air) [7,24,28,30-32,37,38] ou souffle [16-23]. Alguns sinólogos contestam explicitamente o uso exclusivo de “energia” como tradução para Qi. [14,25,26,28].

A Visão dos Acupunturistas
S.de Morant define Qi como um “fluide”, “influx”, que traduz “faute de mieux”, por “énergie”. Notamos aí que a palavra “énergie” é utilizada textualmente por falta de um termo que possa melhor traduzir o sentido original do ideograma, sentido que não era desconhecido por S.de Morant [42]. A Escola Francesa que se desenvolve à partir daí passa a se referir ao Qi definitivamente como “energia”, sem quaisquer questionamentos quanto à validade desta tradução [43,44,46]. Uma alteração no termo empregado vai ser encontrada eventualmente em Huard et als.(souffle vital)[45] e C.Larre e E.de la Vallée (souffle)[56]. Somente B.Auteroche e P.Navailh se referem à multiplicidade de traduções para Qi e adotam as possibilidades “Qi, sopro e energia” em seu texto [55]. Note-se que mesmo Van Nghi, apesar de sua origem oriental (vietnamita) cede ao uso de “energia” [44]. Y.Manaka e I.Urqhart também utilizam “energia” relativamente a Qi [47], o que demonstra não ser a tradução um problema exclusivamente encontrado nos autores ocidentais. “Essentials…”, produzido em inglês na China, traduz como “vital energy” [54]. M.Porkert, escrevendo não como sinólogo e sim como praticante de acupuntura, passa a definir Qi como “a particular “constellation” of energy” [52]. T.Kaptchuk, J.O’Connor e D.Bensky assumem a impossibilidade de tradução adequada para Qi [49, 53]. Maciocia igualmente aponta a dificuldade de traduzir corretamente Qi, afirmando “…I have chosen to left it untranslated…” [58], mas cede ao costume e, na mesma obra, páginas adiante, qualifica Qi como “energia” [59-61]. J.Ross usa “Energia” em sua obra, mas, contraditoriamente, afirma “…o Qi tem atributos tanto energético quanto material.” [57].

Conclusões
O uso exclusivo de “energia” como tradução para o termo Qi pode levar à incompreensão de todos os significados implicitos do ideograma. Dependendo do contexto onde é empregado, o significado real pode diferir sensivelmente, e consagrar uma tradução do ideograma em detrimento das outras possíveis faz com que o sentido do texto se torne fora do alcance, especialmente dos praticantes da MTC que não possuem noções da escrita chinesa. Ainda mais grave é a deturpação do sentido em que se emprega a palavra “energia”, que em algumas situações adquire significação completamente diversa da encontrada nos textos chineses, até mesmo indo contra as bases culturais de onde se origina o termo Qi. Muitas vezes encontramos sentido de concretude onde a intenção do ideograma era abstrata, dando origem a termos questionáveis como: diagnóstico energético, patogenia e patologia energéticas, etc. É interessante notarmos a razoável incidência da expressão “energia vital” ou “força vital” como tradução para Qi [13,34,36,38,45,54], o que nos leva a supor ter havido influência do Vitalismo (doutrina que teve alguma importância do séc.XVII até o início deste século e que influenciou fortemente a homeopatia) no processo de incorporação da acupuntura à cultura ocidental.
Atualmente alguns sinólogos estudam especificamente MTC, e existe maior interesse dos praticantes de MTC pela cultura e língua chinesa, o que traz novas possibilidades quanto à compreensão dos termos médicos pertencentes à cultura chinesa. A tradução imperfeita pode nos levar à má compreensão de aspectos por vezes fundamentais da MTC. Poderíamos então estabelecer a inconveniência da tradução dos termos que não têm contrapartida na cultura ocidental, tais como Qi, Yin, Yang, Jing, entre outros.

Referências do Texto:
A Visão dos Dicionários
1) radical 84 : Ch’i Curling vapours rising from the ground and forming clouds above; dando origem ao ideograma que nos interessa: Ch’i (ou Qi) Vapour ascending from boiling rice. [pág.241] Ch’i (ou Qi) Air; ether; vapour; spirit; temper; feelings; the fate. [pág.506] Ch’i (ou Qi) Air; ether; vapour; spirit; temper; feelings; the two principles; the fate. [pág.576] [Chinese Characters: L.Wieger; Dover, 1927, reprinting 1965]
2) ideograma 2480 : Ki, Ke spirit, mind, soul, heart, intention, bent, interest, mood, feeling, temper, disposition, nature, care, attention; air, atmosphere; flavor; odor; energy, essence, air, indications, symptoms; taste; touch, dash, shade, trace; spark, flash; suspicion. [pág.529] [The Modern Reader’s Japanese-English Character Dictionary: A.Nelson; Charles Tuttle Company,1980]
3) 109 ki, ke …was originally…which was the combination of…(rice) and…(the vapour occurring when rice is cooked).Thus, …came to mean “the movement of an invisible substance”. [pág.85] [The First Step to Kanji Part I; Osaka University of Foreign Studies, 1969]
4) ki 1-spirit; (a)mind;(a)heart …2-a mind; an intention; will. …3-one’s feelings; a mood; (a)humor; (a)frame of mind. …4-(a)nature; a disposition. …5-care; precaution; attention. …6-air; atmosphere; gas; vapor. …7-ether; essence; spirit; breath. …8-flavor; savor; smell; fume. [New Japanese-English Dictionary; Kenkyusha,1974]

A Visão dos Sinólogos
5) Chhi : pneuma, subtle matter, matter-energy [Pág. 660]
6) “The heavens have subtle spirits (chhi)…” [pág.23]
7) “Heaven, he said, is nothing more than an accumulation (chi) of air (chhi)…” [pág.41]
8) “Man’s life is due to the conglomeration of chhi…” [pág.76]
9) “Therefore is said that all through the universe there is one chhi…” [pág.76]
10) “…when the times comes to the chhi of Water to dominate.” [pág.238]
11) “…you must observe the chhi of Heaven and Earth…” [pág.275]
12) “I need not again insist on the untranslatability of this word, which has connotations similar to the pneuma of the Greeks, and to our own conceptions of a vapour or a gas, but which also has something of radiant energy about it, like a radioative emanation.” [pág.369] [Science and Civilization in China, Vol II: Joseph Needham; Cambridge University Press,1956]
13) “…a system of channels for transporting energy or vital force (pneuma or chhi…” [pág.15]
14) “From these hesitating equivalents it can be seen that we do not yet know how best to translate chhi, which is why…we have consistently left it untranslated. We even doubt whether there could ever be a justified one-word European translation…. In later Chinese (Neo-Confucian) philosophy, ‘matter-energy’ may do well enough, but for these earlier periods we should not like to particularise too finely. We certainly cannot adopt the terminology proposed by Porkert: ‘configurational energy’ or ‘patterned energy’ to the exclusion of all other conceptions.” [pág.16]
15) “Khoubesserian … representing one group of French acupuncture practitioners, had already stressed the danger of applying our modern concept of energy to the classical chhi circulation…” [pág.185] [Celestial Lancets: Lu Gwei-Djen and Joseph Needham; Cambridge University Press, 1980]
16) K’i souffle, influence [pág.556]
17) “…comme tous les corps que le souffle (k’i) emplit… [pág.287]
18) “…Les 6 Influences (k’i) du Ciel… [pág.317]
19) “…les 5 Exhalaisons (k’i). [pág.324]
20) “…C’est le Tsing (l’Essence) et le K’i (le Souffle) qui constituent les Êtres… [pág.327]
21) “…et du mot k’i – symbole du Souffle, mais aussi de l’ardeur, du tempérament, de l’energie… [pág.329]
22) “C’est donc à une opposition du subtil et du grossier et non à une opposition de l’esprit et de la matière que se ramènent les distinctions qu’on établit, je ne dis pas entre les substances, mais entre les états… [pág.330]
23) “Si le souffle (k’i) … s’accumule dans le coeur, la maladie s’ensuit… [pág.419] [La Pensée Chinoise: Marcel Granet; Éditions Albin Michel, 1968]
24) “When we meet the term in the Analects, one of its meanings is indeed “breath”. …we are here immediately reminded of the association of mists, air, and breath… … the graph represents the nourishing vapors of boiling rice or grain.These vapors represent the nourishing powers of food that maintain life and human energy. [pág.180]
25) “We find here a kind of physicalist language which seems to refer to a sort of circulating fluidum that has the Cartesian attribute of matter as the spatially extended, and ch’i may certainly have properties which are in later Western thought attributed to matter. At the same time, because of its unquestioned dynamic qualities, some have insisted on calling it energy rather than matter on the basis of the constantly repeated cliché that in the West matter is static while ch’i is dynamic. … Yet one may nevertheless agree that ch’i comes to have properties of both energy and matter, as is clearly proven by the application to it of the notion of condensation and rarefaction in later Chinese thought. It is also clear, however that ch’i comes to embrace properties which we would call psychic, emocional, spiritual, numinous, and even “mystical”. … To the extent that the word “energy” is used in the West to apply exclusively to a force that relates only entities described in terms of physical mass, it is as misleading as matter, I think, as an over-all name for ch’i.” [pág.181] [The World of Thought in Ancient China: Benjamin Schwartz; Belknap Harvard, 1985]
26) “…Porkert’s reinterpretation of some fundamental tenets of the medicine of systematic correspondence on the basis of the Western concept of “energy” must lead to grave misconceptions on the part of those of his readers who have no access to Chinese sources themselves…” [pág.2]
27) “Evil itself is no longer embodied by demons, but rather by abstract as well as empirically visible influences and emanations. The new designation representing these influences and emanations in the medicine of systematic correspondences is ch’i .” [pág.68]
28) “…in China the pictogram ch’i, possibly created to correspond to an etiological concept, was used in the literature of the tird and second centuries, in a broader context; its meaning included related ideas and phenomena such as “that which fills the body”, “that which means life”, “breath” and “vapors” in general, such as clouds in the sky, or even “wind”. As early as the late Chou or beginning Han period, substance or tangible matter was believed by at least one author to consist of dispersible finest vapors, designated with the term ch’i. Ch’i was considered to float through the air and, together with blood, through the organism. Hence, I translate it with “finest matter influence”or simply “influence”, with a substance or matter connotation in mind. This may not yet be an ideal rendering, but the choice of this term and the argumentation on which it is based should demonstrate that the customary translation of ch’i by some Western (and Asian) authors as “energy”represents a basic misconception that is not supported by Chinese ancient sources.” [pág.72] [Medicine in China, A History of Ideas: Paul U.Unschuld; University of California Press, 1985]
29) “Ordinary people today do not know the East Asian concept of ki, nor do they use the word in quite the same way that East Asian doctors do. Nevertheless the concept has pervaded the Japanese language and culture and appears in numerous everyday words. … The concept is used particularly in association with expressions dealing with emotion and temperament.” [pág.84] [East Asian Medicine in Urban Japan: Margaret M. Lock; University of California Press, 1980]
30) “Circulation of air and blood is frequenty mentioned …” [pág.34]
31) “when the breath of Yin has not yet begun to stir and when the breath of Yang has not yet begun to diffuse…” [pág.43]
32) “The breaths (ideograma de ch’i) of Heaven and Earth…” [pág.102] [The Yellow Emperor’s Classic of Internal Medicine: translated by Ilza Veith; University of California Press, 1949]
33) “The Ch’i is the material (literally, instrument) that pertains to “what is within shapes”, and is the means whereby things are produced. …the Ch’i has the capacity to undergo fermentation and condensation, and thus bring things into existence. ” [pág 299] [A Short History of Chinese Philosophy: Fung Yu-Lan; Free Press, 1948]
34) “Quando estas cinco forças vitais (ch’i) são distribuídas em ordem harmônica…” [pág.74] [Chan Wing-tsit in Filosofia: Oriente e Ocidente:Charles A.Moore org.; Ed.Cultrix, 1978]
35) “Major terms such as …ch’i (material force or matter-energy)…” [pág.16]
36) “…the blending of the vital force (ch’i)…” [pág.41]
37) “…In synthesizing being and non-being, early Neo-Confucionists created a dichotomy of their own, namely, the bifurcation of li and ch’i. … Ch’i, on the other hand, is the material, particularizing principle, the concretion, expression, and operation of li. It provides the conditions for the production, evolution, and destruction of things. It gives them substantiality and individuality. It differentiates them. Such being the characteristics of ch’i, obviously it is inadequate to translate it as matter. The concept of ch’i goes back to ancient times… It has always meant force, energy, breath, power.” [pág.137]
38) “The translation of ch’i as material force is most unfortunate. The word ch’i involves, not material substance, but some force. It is translated as “breath”or “vital force” when related to the body. But when you talk about the ch’i of the universe, you cannot call it “breath” or “vital force”. Ch’i in the universe is negative or positive force, or yin or yang, conditioned by material elements.” [pág.302] [Chan Wing-tsit in The Chinese Mind: Charles A.Moore ed.; University of Hawaii Press, 1967]
39) “…and ch’i (constitutive ethers) are obviously complementary abstractions.” [pág.92] [E.R.Hughes in The Chinese Mind: Charles A.Moore ed.; University of Hawaii Press, 1967]
40) “The term yün (circuitus, circuit phase, abbreviated C.P.) designates the implicit, deductive (not empirically perceptible), and therefore active and incipient aspect. Ch’i (configuratio, energetic configuration), its counterpart, is the explicit, perceptible, concrete, and sctructive aspect of the cosmic situation.” [pág. 62]
41) “…the term ch’i comes as close as possible to constituting a generic designation equivalent to our word “energy”.” [The Theoretical Foundations of Chinese Medicine: Manfred Porkert; MIT Press,1974]

A Visão dos Acupunturistas
42) “Les Anciens, ayant constaté l’existence du “quelque chose”qui passe dans un méridien quand un point est excité, donnèrent à ce fluide, à cet influx, le nom de Tsri, que nous traduisons, faute de mieux, par le mot énergie. C’est le “Prana” des Hindous. L’ideogramme que les Anciens inventèrent est composé des éléments figurant “la force de la vapeur soulevant le couvercle d’une marmite où bout du riz”. Il est employé couramment pour exprimer: 1-la vapeur; 2-la force, l’énergie; 3-la respiration, le souffle, et par extension, la vie; 4-la colère; 5-l’influx nerveux; 6-dans les temps récents, l’influx électrique et 7- les ondes de T.S.F. …” [pág. 69] [L’Acuponcture Chinoise: George Soulié de Morant; Librairie Maloine, 1972 (1939)]
43) “La notion de l’’energie est extrêmement importante dans la Médecine Chinoise. Ignorée, ou presque, dans notre médecine occidentale, elle tient la première place dans la médecine orientale. … Cependant, l’énergie individuelle, facteur non enregistrable par des appareils scientifiques, existe; …” [pág. 37] [Traité de Médecine Chinoise: A.Chamfrault; Éditions Chamfrault, 1964 ]
44) “El término “energética orgânica”es uno de los más empleados en medicina china. Designa a la vez la energia segregada por el órgano al interior del cuerpo y las manifestaciones de esta energia en el exterior.” [pág. 71] [Patogenia y Patologia Energeticas en Medicina China: Van Nghi; ed. Cabal, 1981]
45) “Le souffle vital ou k’i a quatre sens essentiels: souffle cosmique universel; énergie vitale de l’individu; émanation, manifestation ou impulsion d’un viscère; air inspiré et expiré. Les Chinois contemporains l’appellent l’énergie vitale.” [pág. 140]
46) “…et dans lequel circule l’énergie Yong, alors que l’énergie Oé, defensive, circule essentiellement dans les méridiens tendino-musculaires.” [pág. 136] [Les Médecines de L’Asie: Pierre Huard, Jean Bossy, Guy Mazars; éd. Seuil, 1978]
47) “The theory of energy, or ch’i, set forth in the ancient Chinese texts is quite foreign to Western medical thought.” [pág. 22]
48) “Like the Western concept of “nerve-energy potential” or the prana (life force) of Indian philosophy and medicine, ch’i is a dynamic force in constant flux.” [pág. 23] [Acupuncture: Yoshio Manaka and Ian Urquhart; Weatherhill,1972]
49) “The idea of Qi is fundamental to Chinese medical thinking, yet no one English word or phrase can adequately capture its meaning. …Qi is not some primordial, immutable material, nor is merely vital energy, although the word is occasionally so translated. Chinese thought does not distinguish between matter and energy, but we can perhaps think of Qi as matter on the verge of becoming energy, or energy at the point of materializing. [pág. 35]
50) “Qi is not the cause of movement, because Qi is inseparable from movement.” [pág. 37] [The Web That Has No Weaver: Ted J.Kaptchuk; Congdon & Weed, 1983]
51) “…the active individual energy called qi, the defensive energy called wei,…” [pág. 71]
52) “…Chinese medicine is primarily concerned with dynamics, with the flow of energy, and in this respect an individual human being is regarded as a qi, a particular “constellation” of energy,… [pág. 84] [Chinese Medicine: Manfred Porkert and Christian Ullman; Henry Holt and Co., 1982]
53) “Qi … is an untranslatable word in the Chinese medical lexicon. It signifies a tendency, a movement, something on the order of energy. …Qi is thought of as matter without form. … Qi is also a term for the functional, active aspect of the body. … Qi is thus an example of the absence of the matter-energy dichotomy in Chinese medicine.” [pág. 8] [Acupuncture, A Comprehensive Text: trad.John O’Connor and Dan Bensky; Eastland Press, 1981]
54) “Generally speaking, the word qi connotes both substance and function.” [pág. 36] “Weakness of the qi (vital energy) of the spleen.” [pág. 69] [Essentials Of Chinese Acupuncture; Foreign Language Press, Beijing, 1980]
55) “A palavra Qi foi traduzida de inúmeros modos. Nesta obra, nos serviremos de 3 denominações Qi, sopro, energia” [pág. 33 (nota 1)] [O Diagnóstico na Medicina Chinesa: B.Auteroche-P.Navailh; Andrei, 1986]
56) “…la seule forme véritablement opposable, contrastée, complementaire et compénétrable pour et par l’immense vertu du Ciel, c’est la forme de toutes les choses: le Souffle. [pág. 45] [Les Movements du Coeur: Claude Larre e Elisabeth R. de la Vallée; Desclée de Brower,1993]
57) “…o termo Qi é usado para designar a Energia, que é uma concepção oposta à matéria. Na concepção chinesa, a energia e a matéria são a manifestação contínua de um aspecto, a composição do Universo, por isso o Qi tem atributos tanto energético quanto material.” [pág. 12] [Zang Fu: Jeremy Ross; Roca, 1994]
58) “It is very difficult to translate the word Qi and many different ones have been proposed, none of which approximates the essence of Qi exactly. It has variously been translated as “energy”, “material force”, “matter”, “ether”, “matter-energy”, “vital force”, “life force”, “vital power”, “moving power”. The reason it is so difficult to translate the word Qi correctly, lies precisely in its fluid nature whereby Qi can assume different manifestations and be different things in different situations. … Because of the difficulty in finding an appropriate translation for the term, I have chosen to leave it untranslated… [pág. 36]
59) “…at the fingertips and toes the energy changes polarity from Yin to Yang or vice versa…” [pág.336]
60) “The extraordinary vessels all derive their energy from the Kidneys…” [pág. 355]
61) “…exerts an influence on the circulation of energy to the legs” [pág. 356] [The Foundations of Chinese Medicine: Givanni Maciocia; Churchill Livingstone, 1989]
62) “In Chinese, Chinese medicine is extremely clear and logical. However, in translation, this logic and clarity are often lost. Often the immediately perceived connections between two Chinese words do not carry over to the two (or more) English words chosen to translate them.” [pág. 1]
63) “Because of the misunderstanding the denotations and connotations of the technical Chinese terminology, we American practitioners all too often plug into our clinical equations the wrong information or else process the right information with the wrong system of logic.” [pág. 2] [Sticking to The Point: Bob Flaws; Blue Poppy Press, 1989]

ENERGIA PERVERSA
Aprenda uma dica de massagem para combater os desequilíbrios da energia perversa antes que ela se instale.
Ashbel de Stutz, Professor de Tui Na e Shiatsu
Jornal Tao do Taoísmo – n. 11 índice
Dentro das artes de cura taoístas existe uma terminologia chamada “energia perversa”, que é a energia do meio ambiente que pode ser prejudiciais à nossa saúde.
Mas quais são estas energias afinal?
São seis energias: vento, frio, calor (dois tipos), umidade, secura. Por isso, muitas vezes se diz: ataque de vento perverso.
Quer dizer então que o vento é perverso e portanto nosso inimigo mortal?
Na verdade não é bem assim. Não se trata de uma energia dotada de consciência e com má intenção.
Imagine um camponês que semeou o campo e deseja que chova para molhar sua plantação. Imagine agora uma pessoa que mora sob condições precárias num barraco em algum morro. Esta pessoa deseja que não chova pois sua segurança ficaria ameaçada. E aí? Bem, a chuva é apenas a chuva, simplesmente molha, ela não escolhe chover favorecendo o camponês e prejudicando o morador do barraco, ela efetivamente, simplesmente molha.
E por isso se diz: “O céu e a terra não são bondosos, tratam os dez mil seres como cães de palha”.(Tao Te Ching, cap. 5)
Estas sábias palavras de Lao Tse não estão querendo dizer que o céu e a terra são maus, querendo nos prejudicar, mas sim, que a natureza flui independente da vontade humana ou de qualquer outro ser.
O ser humano faz parte da natureza e deve aprender a agir de acordo com a natureza sem impor condições: “Ah, hoje eu quero que não chova porque eu quero ir à praia!”. Isto realmente não funciona.
Mas e a energia perversa?
Bem, naquele caso do camponês e do morador do barraco, podemos dizer que a chuva é “perversa” para o morador. Isto acontece também para o vento, umidade, etc. Se você está bem mas se expõe a um vento muito forte ou a um vento fraco durante muito tempo, pode ser prejudicial à saúde. Ou mesmo, se você está com suas defesas mais fracas, pode ser pior. Isto serve para o frio, calor, umidade e secura também. A ponto chave é ter cuidado com excessos e fluir conforme a natureza.
Mas se o caro leitor estiver pensando assim: “Bom, valeu a dica, mas se por acaso eu já tenha pego um vendaval mais cedo, existe algo que possa fazer antes de procurar ajuda externa?
Aí vai a dica: nas extremidades dos nossos dedos (mãos e pés) estão os pontos onde a energia muda de polaridade, ou seja, o que é yin passa para yang, o que é yang passa para yin. Caso esta energia perversa esteja recente no seu corpo, você pode estimular estes pontos para que ela não chegue realmente a penetrar nos canais principais de energia. Pegue um palito de dentes e fique estimulando a ponta de todos os dedos. Não é para furar e sangrar não, é só para dispersar aquela energia indesejada. Faça isto durante aproximadamente 5 minutos no total, pode fazer até 3 vezes neste dia. Eu disse neste dia, pois só funciona no dia em que você se expôs a algum excesso. Caso já tenha passado muito tempo e você tenha adoecido por este motivo, a sugestão é procurar um terapeuta com esta habilidade. Desejo a todos muita saúde e longevidade!

Magnetoterapia

Julho 25, 2007

MAGNETOTERAPIA
É a ciência e arte de cura através dos ímãs. É um sistema natural que sebaseia na aplicação externa de ímãs e ingestão de água imantada, estimulandoa energia da pessoa sem prejudicar o seu organismo. Os ímãs podem alterarqualquer circuito eletromagnético, incluindo o corpo humano.
Os estímulos no corpo são executados através de descargas elétricas rápidas e de baixa intensidade e ingestão de água imantada, que vão harmonizar os impulsos nervosos, facilitando a circulação sangüínea, aumenta a oxigenaçãocelular, possibilitando redução de peso, combatendo dores em geral, entre outros efeitos. A melhoria da qualidade de vida após este tratamento deixará o organismo mais saudável e conseqüentemente mais bonito. A utilização de ímãs em pontos de acupuntura baseia-se nas leis de polaridade magnética. O polo norte é utilizado para sedar e tem efeito de uma bolsa de gelo, promovendo vasoconstrição, tendo, portanto, efeito antiinflamató rio. O polo sul é utilizado para tonificar a circulação das energias e tem o efeito de uma bolsa de água quente, promove vasodilatação local, sendo contra indicado em processos cancerígenos. Existem ímãs de vários Gauss, tamanhos e formatos e a sua escolha é feita em função do local a ser tratado e da natureza do problema em si.
Benefícios da Magnetoterapia:
· Melhora a capacidade de oxigenação e a qualidade do sangue;
· Atua sobre o sitema imunológico aumentando a resitência do organismo contra as doenças;
· Relaxa o sistema nervoso autônomo;
· Melhora o vigor físico e mental;
· Auxilia a regular o funcionamento das glândulas.

Taoismo

Junho 1, 2007

Embora seja normalmente associado à figura do sábio Lao-Tsé, o Taoísmo é bem mais antigo. Lao-Tsé é uma figura tanto histórica quanto mítica, mas os historiadores acreditam que ele tenha nascido por volta de 600 aC. Segundo a lenda, sua mãe trouxe-o no ventre durante mais de 80 anos, de modo que, ao nascer, Lao-Tsé já era um velho, o velho menino, como é chamado. Filósofo místico despojado, com a serenidade e a suavidade como características principais, é a ele que atribui-se a autoria do Tao Te Ching, um dos livros mais conhecidos do Taoísmo. Hoje, no entanto, os estudiosos acham que, quando o velho menino nasceu, o Taoísmo já era uma religião muito antiga e tradicional. Ele não foi o primeiro filósofo taoísta, e nem o único. Durante a vida de Lao-Tsé, depois dele e, principalmente, antes que ele surgisse no mundo, muitos outros filósofos pregaram as maravilhas e a sabedoria do Tao.O Taoísmo teria surgido na época do semi-lendário Huang-ti – o Imperador Amarelo, um dos cinco imperadores sábios da China, que precederam o Império Chinês e o constituíram. Segundo se conta, Huang-ti – que viveu há quase 3000 anos antes de Cristo – estudou profundamente a natureza, suas leis e mistérios. De seu conhecimento, ele deu aos homens o arado, as artes da manipulação do fogo, o tear e outras técnicas valiosas. Mas a mais importante descoberta do Imperador Amarelo foi a conquista da imortalidade. Daí, Huang percebeu o Tao (caminho), que é um conceito muito abstrato; algo que está por trás de tudo o que existe, mas que não pode ser definido.A religião taoísta é uma espiritualidade de simplicidade e conhecimento. Para os taoístas, o Tao expressa-se por meio dos elementos opostos Yin e Yang, que formam todo o Universo, visível e invisível. Quando esses elementos estão em desarmonia, sobrevêm a doença, o sofrimento, a violência e a infelicidade. Os devotos procuram, portanto, viver em harmonia, sem aspirar demais às coisas e procurando deixar que o Tao, através de suas manifestações Yin e Yang, expresse-se suavemente através de si mesmos.Há diferentes maneiras de se praticar o Taoísmo. A maior parte delas baseia-se em elementos exotéricos, de prece e devoção, o que constitui a base de toda a vida religiosa e cultural chinesa. A alma chinesa é taoísta por excelência. Desde as artes plásticas às artes marciais, a medicina, o comer e o beber, até a própria revolução socialista de Mao-Tsé-Tung, tudo na china está carregado do simbolismo Tao.Mas há o lado esotérico do Taoísmo, baseado nas práticas do autoconhecimento, nos exercícios psicofísicos e na alquimia espiritual. Desse lado interno da filosofia taoísta nasceram muitas práticas que hoje são conhecidas em todo o mundo, como o Tai-Chi-Chuan, o Chi-Kum, a Acupuntura e a Medicina Chinesa, e o Feng Shui, entre outros. A maior parte dessas práticas já alcançaram hoje quase todo o mundo ocidental, sendo que algumas têm sido comprovadas e adotadas pela ciência contemporânea. O Taoísmo está hoje dividido em várias escolas, que enviaram missionários pelo mundo, para propagar a sua filosofia.Assim como o Taoísmo, todas as religiões históricas têm muito de sabedoria para nos oferecer. Clique abaixo para conhecer um pouco da sabedoria das principais religiões do mundo.

Bem, segue abaixo as indicações do uso da acupuntura, segundo a Organização Mundial de Saúde

Doenças do Trato Respiratório:
Sinusite aguda; Rinite aguda; resfriado comum; Tonsilite aguda; Afecções bronco-pulmonares; Bronquite aguda; Asma brônquica

Doenças Oftalmológicas:
Conjuntivite aguda; Retinite central; Miopia (em crianças); Cataratas (sem complicações)

Distúrbios da cavidade bucal:
Odontalgias; Dor pós-extração dental; Gengivites; Faringites agudas e crônicas.

Distúrbios Gastrintestinais
Espasmos de esôfaco e cárdia; Soluços; Gastroptose; Gastrite aguda e crônica; Hiperacidez gástrica; Úlcera duodenal crônica; Colites agudas e crônicas; Disenteria bacteriana aguda; Constipação; Diarréia; Íleo paralítico.

Distúrbios Ortopédicos e Neurológicos e Clínica de Dor
Cefaléias; Enxaqueca; Neuralgia do trigêmeo; Paralisia facial; Paralisia Pós-AVC; Neuropatia periférica; Síndrome de Meniere; Disfunção neurogênica da Bexiga Urinária; Enurese noturna; Neuralgia intercostal; Periartrite escápulo umeral; Epicondilite lateral (cotovelo de tenista); Dores Ciáticas; Lombalgias; Artrite Reumatóide; Lúpus Eritematoso Sistêmico; Trigemialgias; Fibromialgia; Distensões Musculares.

Psiquiatria
Distúrbios leves e moderados de Depressão, Angústia, Ansiedade e Insônia

Clínicas Diversas
Labirintite; Prisão de Ventre

Ginecologia
Distúrbios Menstruais; Infertilidade; Dismenorréia; Amenorréia; Metrorragia; Menorragia

Estética
Marcas de expressão; Rugas; Flacidez; Bolsas Sub-Oculares; Suavização de Estrias e Celulites; Enrijecer seios e nádegas.

Outros Benefícios
Aumento da vitalidade e energia.
Redução do estresse e maior relaxamento.
Rejuvenescimento da pele.
Controle do peso.
Livrar-se do fumo, álcool e drogas.
Aumento das funções físicas e atléticas.
Controle de dor.
Regularidade dos batimentos cardíacos e pressão sangüínea.
Estabilização do sistema imunológico